sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cotidiano #2

Bom, ontem (09/12/2011) eu fui ver uns amigos de cursinho (preparatório pro vestibular) e fiz questão de dirigir como um taxista de aeroporto, estava passando as marchas que nem sentia, parecia, realmente, um carro automático. O carro que eu dirigia…


… era um Uno, não desse modelo novo, era do mais antigo, que saiu no mesmo ano até - 2010.

vou dar uma pausa pra contar, resumidamente, como meu pai conseguiu comprar o modelo antigo no lugar do novo. escutem isso que é irado: BLUES!

Acredite ou não, meu pai conseguiu vender o antigo Uno dele, aliás, Mille Fire, por um preço mais caro do que tinha comprado. Não lembro ao certo quanto foi, mas ele lucrou uns dois mil reais ou mais.

Feito isso, partimos pra comprar um outro modelo de carro, porque tentei (até hoje eu tento) fazer com que ele experimente um modelo novo de carro. Tentei, a princípio, mostrar-lhe o Siena que é também da Fiat. Já pra evitar um choque grande. Ele não demonstrou nada. Neutro total. Parti pra um Classic -, nesse tempo (ano passado) o marido (agora ex) da minha prima, trabalhava lá na concessionária -, dessa vez fui eu quem não gostou. Então, ele decide optar pela$ melhore$ opções.



Uno comprado. E ele ainda deixou o carro lá por cerca de uma semana; demorou por causa dos processos de venda do outro carro dele. Quando decidiu ir pegar, ligou pra perguntar se tinha previsão do novo modelo e, segundo o (maldito) vendedor, o carro era duas cabeças e não tinha previsão para o novo modelo. Pois bem, depois de uns três dias o vendedor liga-nos para dizer que o novo Uno chegou. Meu pai deu um enorme sorriso e disse-lhe algumas palavras que deixariam o Capitão Nascimento chorando igual à uma moça. (sem machismo)

Voltando ao assunto, (sim, deixei em negrito caso alguém quisesse pular direto pra cá) depois que eu deixei uns amigos do meu pai, que foram hoje num especial da rádio fazer uma homenagem ao aniversário de morte de Luiz Gonzaga, numa esquina perto do hotel em que estavam, dirigi-me até o ponto de referencia para chegar no novo apartamento de uma amiga. Por sorte, tinha uma vaga em frente ao Hotel. Geralmente não encontro vagas à noite na orla. Saí do carro pra ligar pra uma amiga GPS que tenho, e fiquei andando. Você que não me conhece tem que saber que eu tenho umas manias incompreendidas pela sociedade, como a de andar enquanto falo no telefone ou a de limpar a pasta de dente da boca tomando (no sentido de pegar pra si) a água direto da torneira sem as mãos. Pronto, falei com ela.

Você tem que entrar na rua da direita, aí vai direto.

Só com isso ela achou que eu, um leigo quando se trata de endereços da cidade em que vivi minha vida inteira, achasse o apartamento. A minha outra amiga, a dona da casa, disse o nome e outras informações pra ter êxito no trajeto. Tá, voltei pro carro e percebi um reflexo diferente na porta traseira direita do veículo.

Que porra é isso? - Penso eu.

Um enorme amassado! Quase liguei pro Moacir, do seguro. Como diabos eu teria feito isso? Como bati com o carro e não vi? Sinto um leve fedor de queimado vindo do meu cérebro junto com uma umidade morna passando pelos meus joelhos. Aí eu fiquei calmo, comecei a pensar direito e comecei a imaginar hipóteses para tal acontecimento:
  1. Bati e não vi.
  2. Meu pai bateu e não me disse.
  3. Bateram no carro quando estava no estacionamento.

Aceitei a terceira. Depois fiquei olhando o tipo de arranhão que tinha ficado, pois não era apenas um amassado, era como se alguém tivesse passado por lá com o para-choque daqueles pretos. Era áspero, não chegou no metal.

Ainda assim fui com um amigo terminar a visita e depois ficamos com outros pela orla recusando ofertas para compra de drogas. É, não tá fácil. Mesmo assim ainda deu pra distrair um pouco, mas sempre voltava a lembrar do ocorrido. Também tentei passar um trote pra minha amiga GPS só que ela me reconheceu, mas não teve nada a ver com o fato de ter esquecido de ligar no confidencial. Não. Foi essa a melhor parte.

Agora vou ter que gastar uns 300 reais pra reformar. Lá se vai uma boa parte das minhas economias. Mas é assim mesmo a vida, é daora em alguns momentos no outro você tem o carro esmagado sem pena nenhuma e tem que pagar tudo porque o seguro só cobre despesas acima de mil e duzentos reais.

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