sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sobre a morte.


O vídeo (do Lreporta) tem como corpo principal a metalinguagem da visão da morte de duas vertentes cristãs bem populares no brasil, o espiritismo kardecista e o cristianismo. Tentarei explicar minha visão sobre a morte.


“Muito se especula sobre o pós morte, mas poucos lembram que ao morrermos e “não-sermos” mais, apenas voltamos ao estágio de quando não éramos, exatamente como antes de nascer”.

Outro dia li uma matéria sobre a metafísica de Schopenhauer presente nos versos do cantor e compositor Raul Seixas e achei impressionante -, bom, eu já sabia um bocado das ideias do Raul, mas nunca tinha parado pra estudar um pouco sobre Schopenhauer.
“Uma comparação muito bem feita sobre o que é a morte está em relacioná-la com o sono, por exemplo, enquanto nosso sono é o fôlego que precisamos para continuar vivendo, nossa morte seria o sono que a Vida tem para recuperar seu fôlego”.
De uma forma geral, o texto falava que a morte é um processo cíclico necessário à continuação, não necessariamente a sua, mas de toda a vida. Como assim, necessariamente?

Quando morremos o que acontece é a perda de consciência, nosso corpo não será mais controlado por nós, será controlado pelas forças da vida, a natureza e as unidades biológicas dela. Decompositores irão atuar sobre seu corpo e decompô-lo. “Partes de você” poderão, sim, ir para outro humano, outro ser vivo qualquer, matéria orgânica ou não. Lembra o princípio de Lavoisier.
“A única morte possível é da consciência, não da vida ou da matéria em si”.

Viver é passar a ter consciência, controlar-se por vontades ou extintos, não por leis físicas, mas sim com as leis.

Não consigo extrair muitas palavras deste assunto. Cada um pode ter sua concepção de morte, podem uns considerar isso como algo a ser evitado, outros considerar um novo início ou como eu que apenas se preocupam com a vivencia. A morte é a certeza de ser como antes de nascer.



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